Blogue dedicado às miniaturas de táxi
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domingo, 27 de dezembro de 2009

Fiat 500 Taxi

Foi um dos presentes de Natal, uma miniatura (escala 1/18) do Fiat 500 Taxi (decoração N.Y.C.), da Bburago:

Fiat 500 Taxi: frente
Fiat 500 Taxi: traseira
Fiat 500 Taxi: pormenor do motor

segunda-feira, 18 de maio de 2009

BMW X5 4.8i TAXI

Aqui fica o modelo mais recente da minha colecção de miniaturas de táxis.
Trata-se de uma miniatura de um BMW X5 4.8i, versão TAXI, da marca Siku, na escala 1:64.

BMW X5 4.8i TAXI: Vista geral
BMW X5 4.8i TAXI: Vista frontal
BMW X5 4.8i TAXI: Vista traseira
BMW X5 4.8i TAXI: Pormenor do interiorsiku 1491
Taxi-Geländewagen
Off-Road Taxi
Taxi Tout-Terrain

Link relacionado:
Siku (Wikipédia)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Dong Feng 988 - Pequim - 2000 - Miniatura automóvel n.º 109

Fabricado na China desde 1992, o Dong Feng é na realidade um Citroën ZX especialmente adaptado ao mercado chinês.
Actualmente, o Dong Feng 988 é o modelo de táxi mais comum e popular tanto em Pequim como noutras cidades do gigante asiático.
Também conhecido como Fukang, que significa -prosperidade e saúde-, este modelo produz-se numa fábrica inaugurada em 1955 em Wuhan, cidade chinesa com 7 milhões de habitantes, onde todos os táxis que circulam são, obviamente, Dong Feng.
Em 2002 saíram da fábrica 300 000 unidades do Fukang.

Dong Feng 988Vista Geral:
Com caracteres chineses impressos nas portas dianteiras (que indicam o nome da empresa a que pertence o veículo), este elegante Dong Feng tem apenas um símbolo externo que diz a um ocidental tratar-se de um táxi: o número (27091) da licença. (Costumam ter, no entanto, o distintivo de táxi no tejadilho.)

Dong Feng 988Vista Frontal:
Visto de frente, não restam dúvidas de que este modelo é realmente um Citroën.
A matrícula incorpora a letra B, indicativo territorial de Beijing (Pequim).

Dong Feng 988Vista Superior:
Visto de cima, não se consegue adivinhar que este elegante automóvel é um táxi.
No pára-brisas, que deixa apreciar o volante, vê-se um limpa-pára-brisas de um só braço.
Outro aspecto que chama a atenção é o tamanho das janelas, sobretudo a dianteira.

Dong Feng 988Vista Traseira:
A parte traseira é a mais característica, pois permite diferenciar este Citroën dos modelos europeus, cujo porta-bagagem não se destaca.
Por cima da matrícula, tem à esquerda e em caracteres ocidentais o nome de «Citroën ZX», e à direita, em chinês, o de «Dong Feng 988».

Dong Feng 988Detalhes:
As rodas destacam-se pela cor prateada dos tampões.
Sem os clássicos adornos habituais, tornam-se robustos alé de sóbrios.
Outros detalhes significativos são a reprodução cuidadosa dos puxadores, das luzes traseiras e dos espelhos retrovisores.

Fonte: Táxis do Mundo fascículo n.º 38 – Altaya
-O Citroën chinês
-Pequim: a capital do Norte
-Os táxis de Pequim: táxis para uma olimpíada
-«As Aventuras de Um Motorista de Táxi»: com o humor britânico

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Checker - São Francisco - 1980 - Miniatura automóvel n.º 108

Os últimos táxis Checker saíram da fábrica em princípios da década de 1980, mas mantiveram-se em circulação durante mais alguns anos.
Este modelo representa, pois, a etapa final de uma lenda, iniciada há mais de meio século, quando apareceram os primeiros Checker, considerados desde então como os Rolls Royce dos táxis.

Checker - São Francisco - 1980Vista Geral
Como a poderosa empresa Yellow Cab tem representação em todas as grandes cidades norte-americanas, este modelo não apresenta muitas diferenças relativamente ao nova-iorquino, do qual se distingue por ter os guarda-lamas laterais traseiros e dianteiros pintados de verde.

Checker - São Francisco - 1980Vista Frontal
Visto de frente, apresenta a frente característica dos Checker, com a matrícula, sobre fundo azul, da Califórnia situada num dos lados do radiador e sobre o pára-choques.
Em cima deste, a preto, vê-se o número (799) da licença do veículo.

Checker - São Francisco - 1980Vista Traseira
Sobre o porta-bagagem aparece o número da licença pintado em grandes caracteres, que permitem avistá-lo facilmente a partir do ar; a legislação californiana exige que o número do táxi se consiga ler com clareza a partir dos helicópteros que controlam o tráfego.
Na parte de trás da insígnia do tejadilho está o número de telefone da empresa a que o táxi pertence.

Checker - São Francisco - 1980Vista Superior
Visto de cima, são poucas as diferenças relativamente aos característicos Checker de Nova Iorque; só a inscrição «Bay Area Cab», no lugar do convencional dístico de «táxi» permite determinar que o veículo circular por São Francisco.

Checker - São Francisco - 1980Vista Lateral
O número de licença e a legenda «Bay Area Cab» também aparecem nas portas laterais do veículo, de maneira que resultem sempre visíveis, seja qual for o ângulo de onde se observa o táxi. A típica faixa quadriculada que identifica os táxis de muitas cidades é, neste carro, verde sobre fundo amarelo.

Dístico: Bay Area CabComo se pode ler nas portas e no tejadilho, este táxi operava em toda a área da baía (Bay Area) de São Francisco, um território bastante extenso, que inclui, além da própria cidade, as povoações vizinhas de Oakland, Berkeley e, entre outras, a de San José.

Fonte: Táxis do Mundo fascículo n.º 37 – Altaya
-Os Checker na Califórnia
-São Francisco: a capital da tolerância
-Táxis de São Francisco: comodidade a preços razoáveis
-Eurotáxis: ao serviço dos deficientes

domingo, 7 de dezembro de 2008

Mercedes 200 - Bruxelas - 1962 - Miniatura automóvel n.º 107

Mercedes 200
Luxo e conforto para quem o utiliza

O Mercedes 190, e mais tarde o 200, foram os táxis habituais de Bruxelas na década de 1960.
Com um interior amplo e confortável, e pintados de amarelo, foram substituídos por versões mais modernas, na sua maioria, da marca Mercedes.
O Mercedes 200 era um carro luxuoso, mas modesto dentro da gama Mercedes.
Oferecia todos os avanços e comodidades que caracterizavam os veículos da empresa desde a sua fundação, mas com umas dimensões discretas, mais adequadas a veículos urbanos que têm de circular por ruas apertadas e sempre congestionadas.

Táxis de Bruxelas
Um serviço de luxo

Os táxis de Bruxelas são brancos, amarelos ou pretos e têm um dístico no tejadilho.
Em ambos os lados da palavra «táxi» aparecem duas legendas sobre um fundo amarelo onde se lê «Região de Bruxelas», escrito em valão (francês) e flamengo, as duas línguas oficiais do país.
Estes são os únicos táxis autorizados a operar na capital belga que podem circular nas 19 comunas em que a cidade se divide.
Quando as ultrapassam, o preço duplica, mas o taxista deve avisar sempre o seu cliente que está a abandonar a zona de tarifa simples.
O serviço de táxis não é muito popular em Bruxelas. São poucos e bastante caros.
A zona de interesse para os visitantes da cidade não é muito grande e os percursos não costumam ser longos.
No total, existem 1300 táxis na cidade, mas os motoristas com licença são mais de 4000.
A maior parte dos habitantes de Bruxelas não utiliza o serviço de táxis, salvo em caso de emergência, pois este é o único transporte público que funciona 24 horas por dia.
Os utentes habituais são homens de negócios, funcionários da Comunidade Europeia e também alguns visitantes.
Em Bruxelas, como em quase todo o lado, encontram-se táxis em praças, chamam-se pelo telefone ou mandam-se parar na rua, se não houver por perto uma praça de táxis.
As principais praças de táxis da cidade ficam junto a estações de comboio e nas imediações de edifícios públicos oficiais.
Em Bruxelas há um total de 800 lugares nas diversas praças de táxis.
Os táxis de Bruxelas estão entre os mais modernos da Europa, são amplos e cómodos e estão equipados com um pequeno aparelho que permite imprimir as facturas.
Trata-se, sem dúvida, de uma exigência dos funcionários da Comunidade Europeia, que têm de apresentá-las para justificar os gastos das suas deslocações, facilitando também o trabalho do condutor.

Mercedes 200 - Bruxelas - 1962Vista Geral
As legendas que aparecem nos dois lados do táxi indicam que pertence à empresa Van Russel de Bruxelas, caracterizada pela cor amarela dos veículos.
Na parte traseira, à altura das rodas, tem uma pequena bandeirola que faz publicidade à marca Campari.

Mercedes 200 - Bruxelas - 1962Vista Frontal
O clássico e inconfundível radiador do Mercedes, coroado pela hélice tripla, apresenta-se na frente o automóvel, onde se pode ler a matrícula e o número de licença (312) do táxi.

Mercedes 200 - Bruxelas - 1962Vista Superior
Visto de cima, destacam-se a amplidão e o conforto do habitáculo do Mercedes. No tejadilho aparece apenas o clássico dístico dos táxis.

Mercedes 200 - Bruxelas - 1962Vista Traseira
Na parte de trás do tejadilho aparece o número da licença e no porta-bagagem o nome completo da empresa junto ao número do telefone. Sobre a matrícula, vê-se o nome do modelo, 200 D e a hélice da Mercedes. Debaixo da matrícula, está o sóbrio pára-choques e à direita sobressai o tubo de escape.

Mercedes 200 - Bruxelas - 1962Vista Lateral
Além de estar pintado de amarelo, decoram ambos os lados sob as janelas duas faixas finas, uma vermelha e outra verde. O número 191 sobre um fundo azul, junto da roda da frente, corresponde ao número de ordem do veículo dentro da frota da companhia.

Fonte: Táxis do Mundo fascículo n.º 36 – Altaya
-Um táxi para uma Europa renovada
-Bruxelas: a capital da Europa
-Táxis de Bruxelas: um serviço de luxo
-Táxis Asquith: réplicas do passado

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Toyota Crown - Hong Kong - 1998 - Miniatura automóvel n.º 106

Toyota Crown

O Toyota Crown é o modelo preferido dos taxistas de Hong Kong. Pela sua elegância e desempenho, o Crown é o equivalente asiático do Mercedes.
Como veículo nacional de luxo, este automóvel desfruta de um grande prestígio no Japão e nos países vizinhos.

Toyota Crown - Hong Kong - 1998 - Miniatura TáxiVista Geral:
Dado que o inglês era a língua oficial da antiga colónia de Hong Kong, o dístico de «táxi» no tejadilho aparece escrito em caracteres latinos. No entanto, nas portas traseiras, também aparece em caracteres chineses.
O tejadilho está pintado de cinzento-prateado e o resto do veículo de vermelho.

Toyota Crown - Hong Kong - 1998 - Miniatura TáxiVista Frontal:
Visto de frente, o Toyota Crown tem no radiador uma placa verde que especifica o número de lugares da viatura, que são 5.
Sob o pára-choques, figura a matrícula.

Toyota Crown - Hong Kong - 1998 - Miniatura TáxiVista Superior:
De cima, apreciam-se as elegantes dimensões da viatura, que o tornam muito estilizada. Outro aspecto que resulta muito atraente é o tamanho da janela dianteira, que facilita a visibilidade ao condutor.

Toyota Crown - Hong Kong - 1998 - Miniatura TáxiTraseira:
Na parte frontal do porta-bagagens vê-se o nome do veículo «Toyota Crown Comfort» e, por baixo, mais uma vez, a placa com o número de lugares e a matrícula. Em cima, está a antena do radioemissor.

Toyota Crown - Hong Kong - 1998 - Miniatura TáxiVista lateral:
A par dos espelhos retrovisores, situados em ambos os lados, as peças mais delicadas desta miniatura são a antena do radioemissor e o tubo de escape. Os pneus do Toyota Crown apresentam uns elegantes tampões prateados, em cujo centro figura o logótipo da marca japonesa.

Toyota Crown - Hong Kong - 1998 - Miniatura TáxiPormenor do dístico e interior:
Através do pára-brisas é visível o volante, pois tanto no Japão como em Hong Kong conduz-se pela esquerda.

Ficha Técnica:
Ano de fabrico: 1955
Motor: 4/6 cilindros em linha; 1994/2563 cc.
Potência: 81/107 CV a 4800/5000 rpm
Capacidade do depósito: 60 a 72 l (conforme o modelo)
Velocidade máxima: 165 km/h
N.º de veículos fabricados:
Mais de 3 000 000

Táxis de Hong Kong

Embora Hong Kong seja conhecida como uma urbe financeira, andar de táxi é barato.
O táxi é o meio de transporte mais indicado para os turistas que visitam esta ex-colónia britânica, sendo até utilizado quase diariamente por grande parte dos seus habitantes.
No entanto, é recomendado que se leve sempre a direcção para onde se deseja ir escrita num papel em caracteres chineses.
Apesar do inglês ter sido o idioma oficial de Hong Kong durante mais de um século e meio, o certo é que mais de 99% da população só fala cantonês ou mandarim, se bem que se encontrem frequentemente motoristas que falam um inglês básico, principalmente no aeroporto e nas proximidades das atracções turísticas mais importantes.

Em Hong Kong existem três tipos de táxis que se distinguem pela cor:
Os da área de Hong Kong e de Kowloon são vermelhos, os dos Novos Territórios, verdes, enquanto que os da Ilha de Lantau são azuis.

Os táxis azuis, os de Lantau, a ilha onde se encontra o aeroporto, podem levar, partindo da sua zona, os passageiros a qualquer lugar. Mas só podem recolher clientes em Lantau.
O mesmo acontece com os táxis vermelhos, os da ilha de Hong Kong.
Com os táxis verdes, pode ser mais complicada a sua utilização, pois só podem circular pelo seu território que, por sinal, é o mais extenso de todos.
De qualquer forma, os turistas não costumam apanhar táxis nos Novos Territórios, mas, quando o fazem, simplesmente trocam de táxi ao chegarem aos limites dos Novos Territórios. O cliente paga, apeia-se e apanha um táxi vermelho, o que não constitui um problema, já que a bandeirada é muito acessível.

Os Táxis mais caros são os vermelhos e no caso de se chamar um pelo telefone, há que pagar um suplemento.
Além disso, se o táxi sair da sua zona, é preciso pagar um valor adicional que inclui o caminho de regresso à sua área.
Passar por certos túneis implica tarifas adicionais. Também cobram suplementos por cada mala e pelo transporte de animais. Costuma-se deixar uma pequena gorjeta de 1 dólar HK (15 cêntimos a preços de 2002).

Os táxis azuis e os verdes são um pouco mais baratos. Todos têm taxímetro e a licença do condutor e do veículo estão vem à vista, tal como o tarifário.
Por último, convém saber que os táxis não podem parar próximo das paragens dos autocarros. Limitam-se a seguir o seu caminho.

Fonte: Táxis do Mundo fascículo n.º 35 - Altaya
-O «Mercedes» asiático
-Hong Kong: entre o Oriente e o Ocidente
-Táxis de Hong Kong: um leque de cores
-«Táxi» (1998): aventuras de um taxista marselhês

Táxi em chinês: 的士
的士

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Audi A6 - Táxi - Miniatura automóvel n.º 105

Aqui fica a segunda miniatura que tinha para mostrar oriunda da Alemanha.
Um Audi A6, na versão Táxi, da marca Schuco, na escala 1:87, uma escala para maquetas de pistas de comboios.

Audi A6 - Táxi - MiniaturaAudi A6 - Táxi - MiniaturaAudi A6 - Táxi - MiniaturaAudi A6 - Táxi - MiniaturaSchuco
Escala: 1:87
Modelo: Audi A6 - Táxi
ab 2004 - 6000 U/min. - 6 Zyl. - 2393 ccm - 177 PS - 231 km/h

terça-feira, 23 de setembro de 2008

VW Multivan - Großraumtaxi - Miniatura automóvel n.º 104

siku 1360
Modelo: VW Multivan - Großraumtaxi - Taxi espace
Germany 2000

siku: VW Multivan - Großraumtaxi -Taxi espacesiku: VW Multivan - Großraumtaxi -Taxi espacesiku: VW Multivan - Großraumtaxi -Taxi espacesiku: VW Multivan - Großraumtaxi -Taxi espaceEsta foi uma das duas miniaturas que me trouxeram esta semana da Alemanha, Berlim, comprada na loja de brinquedos Vedes.
Amanhã mostro a outra!

Link de referência: www.siku.de

sábado, 13 de setembro de 2008

Bajaj - Jacarta - 1990 - Miniatura automóvel n.º 103

Bajaj Auto-Riquexó
O rei das ruas

O meio de transporte público mais popular e inovador de Jacarta é o Bajaj, onde circulam mais de 20 000 destes táxis motocicletas, todos de um intenso cor-de-laranja e muito parecidos com os Tuk-Tuk tailandeses.
Substituto dos tradicionais triciclos de pedais, chamados Becak, o Bajaj impôs-se nas ruas da capital indonésia após a proibição do Becak em 1994.

Fabricados na Indonésia, sob licenciamento da Piaggio, os Bajaj são ciclomotores de 3 rodas com capacidade para transportar dois passageiros, além do condutor.
Apesar de serem veículos ruidosos, são bastante cómodos e movem-se com rapidez e facilidade entre o tráfego intenso da grande urbe que é Jacarta.

Bajaj - Jacarta 1990 - Miniatura TáxiAspecto geral:
O Bajaj não é mais do que um motocarro adaptado ao transporte de passageiros.
Apesar do seu pequeno tamanho, tem quatro portas: as dianteiras abrem-se para trás e as traseiras para a frente.
Os que circulam em Jacarta são cor-de-laranja com uma capota de lona preta.

Bajaj - Jacarta 1990 - Miniatura TáxiVista frontal:
Apesar de ser um veículo fechado, não tem volante, mas um guiador como o das motocicletas.
Debaixo do pára-brisas, aparece a palavra Bajaj, mas às vezes este espaço é ocupado pela palavra «táxi».
Um pouco mais abaixo, ficam a matrícula e o pequeno radiador, flanqueados pelos faróis.

Bajaj - Jacarta 1990 - Miniatura TáxiVista superior:
Visto de cima, o Bajaj parece um veículo de dimensões reduzidas.
A capota preta cobre o habitáculo por inteiro e o pára-brisas deixa ver, no meio, o banco do condutor.

Bajaj - Jacarta 1990 - Miniatura TáxiVista traseira:
Na parte traseira tem uma janela de plástico transparente que, mais do que para se ver o exterior, serve para deixar entrar alguma luz dentro do Bajaj.
Em caso de necessidade, pode cobrir-se com uma lona enrolável situada no interior.
O veículo tem piscas e um pequeno gancho para atrelar um reboque quando se utiliza para transportar mercadorias.

Bajaj - Jacarta 1990 - Miniatura TáxiVista lateral:
As rodas do veículo são pequenas, como as dos ciclomotores e a roda dianteira, que unida ao guiador orienta a direcção, é ligeiramente diferente das rodas traseiras.
O Bajaj também incorpora espelhos retrovisores em ambos os lados da cabina do condutor. Um painel vertical até meia altura separa-o dos passageiros.

Pormenores:
O guiador vira e existe uma pequena bateria de cor azul no interior do veículo.

Bajaj - Jacarta 1990 - Miniatura TáxiFicha Técnica:
Motor: 1 cilindro, 4 velocidades e marcha-atrás - 150 cc
Capacidade do tanque: 8 litros
Consumo: 1 litro/27 km
Dimensões: 1,26 m (comprimento) x 1,11 m (largura) x 1,11 m (altura)
Velocidade máxima: 55 km/h

Táxis de Jacarta

O meio de transporte de passageiros mais antigo de Jacarta é o Delman, um pequeno coche aberto de duas rodas puxado por um cavalo.
Actualmente, o uso desses veículos restringe-se à praça de Merdeka e aos seus arredores, onde os turistas podem usá-los para um breve, mas nada barato, passeio pelos parques que rodeiam o Monas. Só circulam aos domingos.

O passo seguinte no transporte urbano é o constituído pelos Becak, cuja força motriz é humana. São, habitualmente, triciclos de duas rodas dianteiras, no meio das quais se coloca um assento onde viajam os passageiros (até dois) virados para frente, mas também os há de quatro rodas. O condutor pedala atrás da capota que protege os passageiros. Proibidos no centro de Jacarta desde 1994, continuam a ser bastante populares nas suas cercanias.

O primeiro triciclo motorizado que apareceu em Jacarta foi o Bemo, importado em 1962 do Japão.
A sua introdução teve origem numa operação bastante insólita, pois resultou dos excedentes que a firma japonesa enviou para Jacarta.
Os que ainda se conservam, e que são poucos, já têm quatro décadas. São motocarros com uma caixa de carga posterior, onde podem levar até quatro passageiros e só circulam na periferia da cidade, por rotas pré-determinadas.

Mas o tipo de táxi mais habitual é o motocarro e, apesar de nem todos serem iguais, os mais comuns são os Bajaj, pintados de cor-de-laranja, com uma capacidade para dois passageiros e que se fabricam sob licenciamento da Piaggio na própria Indonésia.
No entanto, os meios de transporte mais modernos são os Mikrolet e Ojek.

Mikrolet:
Uma espécie de miniautocarro, com capacidade para nove ou doze passageiros, que cobre as linhas regulares.
São veículos muito modernos, de aspecto imaculado, que na realidade funcionam como autocarros regulares, mas que se tornam mais práticos por causa do seu pequeno tamanho.

Ojek:
Motos normais e comuns, cujo condutor transporta um único passageiro.
É um meio de transporte cada vez mais popular em Jacarta, pois muitos o utilizam para se deslocarem quando têm pressa, já que podem circular por lugares inacessíveis a veículos de mais de duas rodas.

Naturalmente, em Jacarta também há táxis convencionais: automóveis de quatro rodas dotados de taxímetro.
O seu preço é acessível, mas nem sempre se tornam práticos por causa dos frequentes engarrafamentos da cidade.

Fonte: Táxis do Mundo fascículo n.º 34 - Altaya
-Versão indonésia da Vespa
-Jacarta: a antiga Batávia
-Táxis de Jacarta: uma oferta muito variada
-O táxi na publicidade: a estrela é o veículo

Outros idiomas:
Diecast Model Bajaj Taxi Jakarta (1990) in Orange

Assista ao vídeo "Bajaj in Jakarta" e faça uma viagem "virtual"...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Peugeot 203 - Lyon - 1955 - Miniatura automóvel n.º 102

Peugeot - Do moinho ao automóvel

A história da indústria Peugeot começou no início do século XIX quando, em 1810, Jean-Pierre e Jean-Frédéric Peugeot converteram um moinho de grão numa fundição e numa frágua de martinete.
Esta primeira fábrica produzia chapas de serra laminadas e molas de relojoaria destinados à indústria do Franco-Condado. A partir deste estabelecimento, situado em Hérimoncourt, no departamento de Doubs, um autêntico complexo industrial tomou forma no Pays de Montbéliard e os seus produtos ampliaram-se a novos artigos: moinhos de café e de pimenta, utensílios diversos, bicicletas e motocicletas.

A partir de 1850, os produtos da firma passaram a apresentar um leão sobre uma seta; era o símbolo de um aço de primeira qualidade (utilizado no fabrico de lâminas de serra). Em 1858 o emblema tornou-se oficial ao ser registado no Conservatório Imperial de Artes e Ofícios.
Desde então figurou em todos os produtos manufacturados pela «Peugeot Frères», sociedade fundada em 1851.

A história dos estabelecimentos Peugeot é antes de mais a da adaptação de uma empresa a um mercado em constante evolução.
A isto se deve precisamente o sucesso de Armand Peugeot, que começou por introduzir o fabrico de bicicletas, em 1886, incorporando-se mais tarde no sector automóvel.
Em 1889, em colaboração com Léon Serpollet, Armand pôs operacional o primeiro triciclo a vapor e, a partir de 1890, os primeiros quadriciclos com motor a petróleo. Em 1894, a sociedade «Les Fils de Peugeot Frères» obteve o primeiro prémio na Competição Automobilística Paris-Rouen, organizada pela revista Le Petit Journal.

A sociedade «Automobiles Peugeot», fundada em 1896 com as fábricas de Audincourt (Doubs) e Lille (Nord), tinha como objectivo produzir veículos de turismo e camiões, enquanto «Les Fils de Peugeot Frères» conservaram as ferramentas e os artigos domésticos, as bicicletas e, pouco tempo depois, as motocicletas.
Em 1912, Robert Peugeot sucedeu a Armand e inaugurou uma nova fábrica em Sochaux.
O desenvolvimento industrial e comercial teve o apoio da entrada nas competições dos célebres Peugeot com motor de quatro cilindros, árvore de cames dupla em cabeça e quatro válvulas por cilindro, que ganharam numerosos Grandes Prémios.

O período 1914-1918, dedicado quase por completo a satisfazer as necessidades do exército francês (obuses, motores de avião, camiões...), trouxe uma paragem ao andamento das empreas Peugeot. Só em 1920 se deu um novo impulso com o lançamento de um pequeno modelo, o Quadrilette 161.
Incluído na categoria de «ciclomotores», este veículo de dois lugares, que atingia os 60 km/h, teve um grande acolhimento entre os clientes da marca.
Entre 1920 e 1924 fabricaram-se mais de 12 000 exemplares. Entre 1925 e 1929, um plano de racionalização muito importante e a adopção de meios de produção em massa nas fábricas de Sochaux permitiram lançar o primeiro modelo realmente de série da marca: o 201.

Desde a sua origem, as denominações dos modelos não seguiam uma lógica que permitisse à clientela identificá-los com facilidade.
A partir desse momento, os modelos passaram a ter uma denominação de três números: o primeiro indicava o nível dentro da gama e o último, a ordem cronológica.

Foi o que aconteceu com o 201, e a partir daí, a gama desenvolveu-se com os 301, 401 e 601. Esta nova forma de designar os modelos repetiu-se em todas as séries seguintes:
02, 03, 04 e 07. Entre 1935 e 1938, lançou-se a série «02» com, por ordem de produção, o 402, 0 302 e o 202.
Infelizmente, em 1939 todos estes esforços foram interrompidos, pois, mais uma vez, a empresa sofreu as consequências do conflito mundial: ocupação, bombardeamentos e saque das suas fábricas.

Só em 1948 se apresentou um novo modelo no Salão Automóvel de Paris, o 203.
Depois de três anos de reconstrução e reactivação da produção, Jean-Pierre Peugeot, que presidia aos destinos da firma, viu os seus esforços recompensados com o sucesso alcançado por este modelo entre uma clientela que se mantivera durante dez anos órfã de novidades.

O design deste modelo, de linhas arredondadas, inspirava-se nos veículos norte-americanos e rompia com a habitual linha afusada dos 402 de ante da guerra.
Do 203 fabricaram-se cerca de 70 000 exemplares entre 1948 e 1960. O 203 saiu para o mercado em Outubro de 1948, a versão berlina com quatro portas foi a adoptada pelos taxistas de vários países, e também dois tipos de descapotável com 2 e 4 portas, assim como as versões pick-up e furgoneta.

Peugeot 203 TaxiPeugeot 203 - Um veículo muito popular

O Peugeot 203, de interior amplo e confortável, foi um dos táxis mais comuns em França na década de 1950. Em Lyon, a segunda cidade mais populosa da República Francesa, os Peugeot 203 prestaram o serviço de táxis pintados de um insólito cinzento-aço.
O Peugeot 203 foi um dos modelos mais emblemáticos da firma e esteve entre os utilitários mais populares do pós-guerra.
A par da grande procura dos particulares, o 203 foi escolhido para cobrir o serviço de táxis em numerosas cidades francesas e inclusive em muitas das suas antigas colónias.

Ficha técnica
Anos de produção: 1948-1960
Dimensões: 4,35 m (comprimento) x 1,62 m (largura) x 1,50 m (altura)
Peso: 910 kg
Motor: 4 cilindros; 1290 cc; 42 CV a 4500 tr/min
Velocidade máxima: 115 km/h
N.º de veículos fabricados: 700 000 aprox.

Pormenores da miniatura

Peugeot 203 TaxiVista Geral:
O que mais chama a atenção no aspecto geral deste veículo é o seu capot impressionante. Através do pára-brisas distingue-se o volante. No tejadilho, vê-se o clássico distintivo de táxi.

Taxímetro:
O detalhe mais delicado e apelativo desta miniatura é o taxímetro, situado no exterior, junto à janelinha do condutor.

Peugeot 203 TaxiA Frente:
O capot inconfundível do 203, com a sua forma afunilada e o seu grande radiador, é sem dúvida imponente.
Em comparação, o habitáculo do veículo parece minúsculo.

Matrícula:
A matrícula da miniatura acaba com o número 69, o indicativo que corresponde ao departamento de Rhône do qual a cidade de Lyon é a capital.

Peugeot 203 TaxiTraseira:
Na parte de trás, situa-se o porta-bagagem e por cima dele está a pequena lâmpada traseira. Entre os piscas, fica a placa de matrícula. Um poderoso pára-choques protege esta parte do veículo.

Peugeot 203 TaxiLado:
A vista lateral é a que permite apreciar melhor o design e a distribuição do Peugeot 203, que se destaca pelo seu capot alongado e pelo tamanho do porta-bagagem.
Curiosamente, as portas da frente abrem no sentido contrário das de trás.

Os táxis de Lyon

O aeroporto de Lyon presta homenagem a um dos grandes aviadores franceses, Saint-Exupéry, autor de O Principezinho, que nasceu precisamente nesta cidade em 1900. Actualmente é mais conhecido pelo nome de Satolas, por causa da localidade do mesmo nome que fica aí ao pé. Como se situa bastante longe da cidade, a uns 25 quilómetros, uma corrida de táxi até ao centro de Lyon pode custar até 50 euros no horário nocturno, que começa às 7 da tarde e acaba às 7 da manhã. Os preços são sensivelmente mais baixos no horário diurno, mas a importância a pagar nunca será inferior a 30 euros (preços de 2002).

Ao contrário da maioria das cidades europeias, as tarifas não estão uniformizadas e, apesar de não existirem grandes diferenças, variam segundo a companhia de táxis que se utilize, Taxis Lyonnais, Taxis Radio, Allo Taxi, Espace Taxi e Tele Taxi são apenas cinco das muitas que operam na cidade.

Na generalidade, as companhias são sociedades pequenas, ou associações de grémios, bastante modestas. Dada a importância financeira da cidade, e a grande competência que existe no sector dos táxis, a maioria destas empresas completam os seus rendimentos oferecendo aos lioneses serviços de transporte de mensagens e pequenos volumes entre vários pontos da cidade. Todas prestam um serviço rápido e eficaz e podem-se chamar pelo telefone.
Também é possível mandá-los parar na rua.

Como acontece em todo o território francês, nos táxis de Lyon pode-se pagar com cartão de crédito.
Regra geral, os taxistas não esperam gorjeta, mas também não a recusam.
Conforme a sua origem, dominam várias línguas, desde o inglês ao árabe, passando pelo italiano e o alemão. De qualquer maneira, os taxistas de Lyon têm fama de ser amáveis e correctos, desempenhando o seu trabalho com o máximo profissionalismo.

Fonte: Táxis do Mundo fascículo n.º 33 - Altaya
-Do moinho ao automóvel
-Lyon: património da humanidade
-Os táxis de Lyon: competência e um bom serviço
-O táxi no cinema negro: ao serviço dos detectives privados

sábado, 1 de março de 2008

Renault AG1 - Táxi do Marne - Paris - 1914 - Miniatura automóvel n.º 101

Altaya
Táxis do Mundo - Taxis du Monde - Taxis of the World
Escala: 1/43
Modelo: Renault AG1 - Táxi do Marne - Paris - 1914
Made in China

Renault AG1 - Táxi do Marne - Paris - 1914

Táxis de época

O automóvel acabava de cumprir dez anos e passaria outra década antes que o uso do taxímetro se alargasse do seu país de origem, a Alemanha, ao resto da Europa e aos Estados Unidos.
A «Belle Époque» foi uma era de um certo esplendor, a todos os níveis, desde o económico até ao artístico passando pelo social, e teve lugar na Europa entre os últimos quinze anos do século XIX e os primeiros do século XX.
Nesse breve período de tempo, a humanidade viveu um surto de desenvolvimento impressionante: nasceram, por esta ordem, o automóvel (1886), o cinema (1895) e o transporte aéreo (1903). Em 1896 celebraram-se, em Atenas, as primeiras Olimpíadas da era moderna.
Em 1903 disputou-se o primeiro Tour de France, a rainha das competições ciclísticas. No que respeita ao automóvel, a partir de 1895, disputaram-se em França as primeiras corridas organizadas.
Em 1906 celebrou-se o primeiro Grand Prix, competição que daria origem à Fórmula 1 e, em 1911, teve lugar o primeiro Rally Montecarlo.
Naquela época de relativa tranquilidade - na qual a moda eram as exposições universais, as corridas de automóveis, as projecções cinematográficas e os jogos de futebol -, os coches de aluguer puxados por cavalos acabaram por desaparecer para darem lugar aos táxis. Quando se generalizou o nome de táxi, em 1907, ano em que se institucionalizou o emprego do taxímetro em todos os automóveis ao serviço do público nas grandes metrópoles de Londres, Paris e Nova Iorque, o coche de cavalos ainda competia com o automóvel. Uns anos depois, a tracção animal perdeu a corrida frente ao motor. À saída das grandes estações de comboio, às portas dos teatros e dos estádios formavam-se longas filas de táxis onde antes havia coches de cavalos. Agora os jovens de estirpe iam buscar as suas namoradas de carro e não de coche: até Marcel Proust, o grande escritor francês, incluiu uma cena na sua obra À Procura do Tempo Perdido, na qual o protagonista vai buscar a sua adorada Gilberta num automóvel de alugue (anterior aos táxis, claro).
E até os regicídios passaram do coche de cavalos para o automóvel: em 1908, D. Carlos de Portugal e seu filho mais velho foram assassinados quando cruzavam numa carruagem a Praça do Comércio, em Lisboa; em 1914, o arquiduque Francisco Fernando de Áustria e a esposa foram crivados de balas quando percorriam, num automóvel, as ruas de Sarajevo. Este acontecimento precipitou a Primeira Guerra Mundial, que acabou com esse período de bem-estar e florescimento.

Renault AG1 - Táxi do Marne - Paris - 1914

Renault AG1

A grande revolução do táxi teve lugar em 1907 com a introdução do taxímetro. O serviço de transportes privados de passageiros já existia, nas grandes cidades, mas só a partir de então assumiu um carácter de regularidade.
Foi nessa altura que alguns fabricantes de automóveis lançaram no mercado modelos específicos destinados exclusivamente ao serviço de táxis. Foi o caso da Renault, que já em 1905 apresentara os seus primeiros modelos do Landaulet AG, escolhido, um ano mais tarde, depois de provar a sua resistência nas ruas de Paris, para prestar esse serviço público na cidade.
Também conhecido como Renault 8 CV, foi o primeiro modelo em que se instalaram os recém-inventados taxímetros.
Não tardou muito para que as ruas de Paris se vissem inundadas por centenas desses táxis, cujos motores, de dois cilindros, com uma potência de 8 cavalos, desenvolviam uma velocidade de ponta de 65 km/h, mais que suficiente, nessa época, para circular sobre as ruas empedradas de uma cidade.
Tal como os coches de cavalos que, apesar de irem rareando, ainda se utilizavam em Paris em 1914, esses primeiros táxis tinham um compartimento fechado para os passageiros e separado do espaço destinado ao condutor que, inspirado na boleia daqueles veículos, era aberto apesar do seu tejadilho rudimentar.
Durante muito tempo ainda, os modelos de Renault com volante à direita conviveram com os que o usavam à esquerda. Estes, mais modernos mas menos numerosos, estavam habitualmente pintados de verde, enquanto que os outros ostentavam uma cor vermelho-escura. Junto ao condutor, ficava o inovador «taxámetro» - que depois passou a denominar-se taxímetro e que deu a estes veículos o nome de táxis -, e na porta figurava o número de licença do veículo e o nome da empresa a que pertenciam.
Tanto em Paris como nas localidades vizinhas, como era o caso de Lavallois por exemplo, os Renault AG revolucionaram o ambiente urbano, substituindo, quase da noite para o dia, os antigos fiacres puxados por cavalos. Mas a verdadeira façanha destes veículos estava para chegar, e seria a sua insólita participação na mobilização das tropas francesas para a frente do Marne, em Setembro de 1914.
Nesse ano, o parque de táxis parisiense contava com cerca de 1600 unidades, das quais mais de 80% pertenciam à companhia G7, fundada pelo Banco Mirabaud e que eram popularmente conhecidos como «os vermelhos».
Apesar de quase todos os táxis intervenientes no transporte de tropas para a frente do Marne serem Renault 8 CV ou AG (eram os que mais abundavam na cidade), participaram também algumas dezenas de veículos de outras marcas (responderam inclusive à convocatória caros de corrida e veículos privados).

Renault AG1 - Táxi do Marne - Paris - 1914

Ficha Técnica:
Ano de fabrico: 1906/1909
Motor: 2 cilindros em linha dianteira
Transmissão: caixa de velocidades manual de 3/4 velocidades
Potência: 8/8 CV
Dimensões: 3,7 m (comprimento) x 1,6 m (largura) x 2,15 m (altura)
Peso: 1020 kg
Velocidade máxima: 65 km/h

Renault AG1 - Táxi do Marne - Paris - 1914

Táxis de campanha

Quando, em princípios de Agosto, as tropas alemãs cruzaram a fronteira e penetraram na França, o seu principal objectivo era a cidade de Paris. Após um mês de campanha, os Alemães encontravam-se nas margens do rio Marne, a menos de 100 quilómetros da capital, e impunha-se a defesa da cidade.
O general que comandava a região militar de Paris, Joseph Gallieni, mobilizou os reservistas, cerca de 50 000 homens, com a intenção de enviá-los em apoio do general Maunoury, que resistia naquela que viria a ser a Batalha do Marne.
Quando Gallieni ficou a saber da falta de meios para enviar as tropas até à frente, contam que o velho general berrou: «E os táxis?»
Ao cair da tarde de 6 de Setembro de 1914, por ordem de Gallieni, reuniram-se na praça dos Invalides todos os táxis de Paris, com os seus motoristas. Quando um dos taxistas perguntou quanto lhes pagariam, chegou-se a um acordo compensatório por viagem.
Já na madrugada do dia 7, os táxis começaram a transportar, em longas colunas, os soldados para a frente do Marne. A viagem durava cerca de duas horas, e cada taxista transportava em média cinco soldados. À medida que o tempo passava, o número de passageiros aumentou e alguns soldados viram-se obrigados a acomodarem-se no tejadilho.
A 8 de Setembro, quando a Batalha do Marne atingiu o seu auge, os taxistas parisienses tinham levado até à frente mais de 10 000 soldados, desequilibrando a balança a favor dos Franceses e oferecendo ao seu país a vitória na primeira batalha importante da guerra. A salvação de Paris devia-se, em grande medida, aos seus taxistas.
O sucesso, que se tornou lendário, deu azo a muitas histórias, na sua maioria apócrifas. Conta-se que as balas do inimigo atingiram alguns taxistas e, inclusive, que um dos veículos e o seu condutor foram capturados pelos Alemães. Ao que parece, o táxi foi recuperado pelos Norte-Americanos em 1918 e é actualmente exibido no museu da cidade de Portland, no Oregão, dedicado à Primeira Guerra Mundial.
Os analistas não chegaram a um acordo quanto à quantidade de veículos que participaram na operação: os números oscilam entre um mínimo de 500 e um máximo de 1500.
Hoje sobrevivem apenas três destes míticos táxis; o de Portland, um exemplar que se encontra no Museu dos Invalides de Paris e um terceiro que se conserva no Museu do Automóvel de Briare (França).
A façanha foi original não só pelo insólito do transporte, mas também porque, durante a noite, as colunas de táxis avançaram com as suas luzes apagadas para não denunciar o movimento das tropas.
A operação durou três dias e cada táxi realizou de duas a três viagens entre Paris e a frente.
Actualmente, nas margens do rio Marne, onde se travou a batalha, existe uma placa comemorativa encimada por um relevo de um Renault, que faz justiça à epopeia dos taxistas parisienses.

Renault AG1 - Táxi do Marne - Paris - 1914

Fonte: Táxis do Mundo fascículo n.º 32 - Altaya
-Uma revolução de 8 cavalos
-Paris: a cidade nos alvores do século XX
-Táxis de campanha: a gesta dos táxis do Marne
-Táxis de época: um serviço centenário

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